A boa fase do mercado atrai cada vez mais novas marcas para o Brasil, muitas com projeto até de construir fábricas por aqui. Foram seis marcas da China que exibiram seus veículos na Fenatran, em outubro. Duas delas com projeto de se instalar no Brasil, para aproveitar o crescimento que deve acontecer por causa da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Uma das que pretende se instalar por aqui é a Sinotruk. Atuante no mercado brasileiro desde abril de 2010, a marca chinesa anunciou na Fenatran que adiantou os seus planos de construir uma fábrica em Curitiba por causa do aumento do IPI em trinta pontos percentuais. Com isso, a nova unidade começará a ser feita já em 2012, adiantando as obras anteriormente previstas para 2015. Em termos de produto, a grande novidade da Sinotruk é a chegada da família de caminhões pesados A7.
Os modelos são voltados para o segmento premium de aplicações rodoviárias pesadas. Os três modelos comercializados, com tração 4X2, 6X2 e 6X4, têm motores de potência entre 420 e 460 cv já equipados com a tecnologia antipoluente SCR – ou seja, necessitam do tanque de Arla32 – para se adaptar ao Proconve P7.
A Foton é outra que mostrou os seus planos de fazer uma fábrica no Brasil. Para isso, anunciou um investimento de US$ 500 milhões – ou R$ 900 milhões – na sua décima segunda unidade fabril no mundo, a primeira fora da China, com inauguração prevista para 2015, em local ainda não definido. Até lá, a Foton pretende conseguir 15% do segmento de caminhões leves no Brasil. Para isso, vai trazer três modelos que já começam a ser vendidos.
O que a Foton deposita mais esperança é o semileve Aumark 1031. Com peso total de 3,5 toneladas, o veículo tem tração 4X2 e é equipado com um motor Cummins 2.8 com injeção Common Rail de 106 cv a 3.600 rpm e torque de 28,55 kgfm entre 1.400 e 2.400 rpm.
Na linha do transporte urbano de mercadorias, a CN Auto mostrou as diversas aplicações das linhas da Towner e Topic. No estande da marca, estavam a Towner Jr nas configurações de cabine simples e cabine dupla, que levam, respectivamente, 760 e 860 kg de carga.
A Towner tem três versões: picape cabine estendida, furgão e para passageiros, todas desenhadas pelo estúdio italiano de design Pinifarina. Já a Effa – também conhecida por vender automóveis de passeio no Brasil – apresentou o JBC, caminhão leve da marca. Ele tem capacidade para levar três toneladas e um motor de 3.2 litros e 103 cv e 25 kgfm a 2 mil rpm. Além dele, a Effa mostrou na Fenatran a sua linha de veículos comerciais reestilizados, que incluem a picape Start L e a van Start.
No caso da Chana, a maior novidade não foi relacionada a nenhum produto. É que a empresa resolveu escapar do duplo sentido e trocou de nome no Brasil. Agora será vendida sob a marca de Changan. Serão vendidos por aqui a linha de miniutilitários, batizados de MiniStar e Star..
Shacman entra firme na briga
A empresa chinesa Shacman decidiu dar início às suas atividades comerciais no Brasil oferecendo uma linha composta por cinco modelos desenvolvidos especialmente para serem lançados na Fenatran. Dos lançamentos, três deles são cavalos mecânicos e dois caminhões chassi.
O carro-chefe da linha de veículos da Shacman no Brasil é o TT 420 6x4, um caminhão idealizado para tracionar composições duplas, como bitrens. O diretor de Produto da Metroshacman, João Comelli, falou sobre o assunto: “Os extra-pesados representam um segmento no qual estaremos competindo com bastante força.”
Na linha de caminhões chassi, os veículos que surpreendem são: o LT 385 6x4 – “LorryTruck” (cabine e chassi) e o DT 385 6x4 – “DumpTruck” (basculante). Ambos caminhões podem ser adquiridos na opção com 420 cavalos, que reúnem condições especiais para uso em empreendimentos de mineração, canavieiros, madeireiros e de construção.
Os caminhões da indústria chinesa chegam ao mercado brasileiro apresentando o mesmo nível de tecnologia e qualidade das marcas já existentes, além de ter produtos alinhados com as diretrizes de proteção ao meio ambiente.
Mesmo se tratando de um produto que é fabricado em outro país, a Shacman garantirá aos proprietários o acesso imediato a qualquer componente para reposição. Todas as concessionárias da rede trabalharão com um estoque mínimo de peças. O fornecimento de peças terá o suporte do amplo centro de logística que será instalado no estado de São Paulo.
Texto: André Ruoco (com AutoPress)