A Kawasaki nunca buscou popularidade, mas sempre quis notoriedade. E a admiração pela marca japonesa começa na fama, muito justificada, de ter produtos com tecnologia e acabamento esmerados.
O próprio line-up oferecido no Brasil mostra que as intenções são bem diversas das conterrâneas/rivais Suzuki, Honda e Yamaha. Na linha não há modelos 125 ou 150 cc, que em relação a volume de vendas funcionam como os 1.0 “pelados” para os automóveis. A menor motocicleta comercializada no Brasil é a Ninja 250, com dois cilindros e cheia de tecnologia.
O interesse da Kawasaki só fica desperto mesmo a partir das motos médias. E mesmo ali, a marca aposta sempre na distinção de seus produtos pelo grau de sofisticação. Isso ficou bem evidente na nova Ninja 650. A começar pelo visual, bem mais agressivo e esportivo. Os faróis duplos mantiveram o formato triangular, mas agora têm as bordas entalhadas, como se fossem cravejados na carenagem frontal.
Ela cobre praticamente todo o motor e ganhou novos recortes e aberturas laterais – recurso que, segundo a marca, ajuda a retirar o ar quente do entorno do motor. A bolha ganhou a possibilidade de ajuste de altura em três níveis e tem bordas com cortes retos. Os espelhos também seguem este estilo entalhado.
De perfil, a nova Ninja também apresenta as linhas mais duras e recortadas. Tanto no tanque, que tem uma parte recoberta em plástico, quanto pelo assento, repartido entre piloto e carona, com duas alturas. Sob o tanque, ficam expostos os tubos duplos que compõem o novo chassi da Ninja.
Os engenheiros aproveitaram-se do pequeno tamanho do motor de 72,1 cv, com dois cilindros paralelos, para estreitar o desenho do quadro em cerca de 5 cm. Além de ampliar a centralização de massas, a ideia foi tornar a Ninja mais amigável com quem pilota.