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01/08/2012 13h33


Avaliação

Setor das transportadoras reclama da alta do diesel

O setor transportador foi apanhado de surpresa pelo segundo aumento anunciado pela Petrobras nos combustíveis. Anunciado no último dia 12 de julho, o reajuste de 6% nas refinarias, o que representa uma alta aproximada de 4% sobre o preço final ao consumidor, começou a ser repassado para o preço final. A surpresa veio mão apenas pelo repasse nas bombas, mas pela opção da estatal de manter o preço da gasolina estável e elevar o valor do diesel.

 

De acordo com o vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Newton Gibson, os empresários não esperavam nunca que houvesse agora uma posição do governo para reajuste do diesel. “Efetivamente, isso pegou todo o setor desprevenido. Principalmente em função do cenário econômico, com queda nas importações, exportações e na produção de grãos”, afirma o dirigente

 

Para Gibson, a fase é de insegurança com a queda na movimentação de cargas e alerta que os empresários precisarão repassar o novo custo para o preço final do frete. “Não podemos deixar de repassar, porque o combustível tem um percentual alto na composição desse custo”, enfatiza.

 

 

Para especialistas do setor e empresários, o frete poderá sofrer um reajuste entre 0,9 e 2% com a alta do combustível. Várias empresas pelo país já estão emitindo comunicados aos clientes avisando sobre a transferência dos valores, prevista para este mês. Muitos deles estão negociando com os postos de combustível para tentar conseguir o melhor preço, mas o reajuste deve acontecer em conjunto com outros repasses.

 

 

O diesel teve alta de pouco mais de 1%, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Entre os dias 15 e 21 de julho, o preço médio do combustível foi de R$ 2,078. O menor preço encontrado para o produto comercializado ao consumidor foi R$ 1,779 e, o maior, R$ 2,81. Na semana anterior, o valor do litro era de R$ 2,050, com variação entre R$ 1,739 e R$ 2,80.

 

 

No setor de transporte urbano, o repasse dos valores só deve ocorrer no próximo ano, em função do reajuste anual. Entre os meses de abril e maio, os usuários do serviço devem encontrar tarifas até 6,5% mais caras.

 

 

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o impacto no setor chegará a R$ 450 milhões por ano – o que representa 1,5% no custo do serviço.

 

 

Alguns empresários reclamam da falta de  percepção do governo, já que o diesel interfere no custo Brasil, já que todos os bens, mercadorias e pessoas são transportadas em cima de pneus – veículos que consomem óleo diesel. Para muitos, isso resulta em um impacto direto no custo das mercadorias e vai trazer ônus para as pessoas comuns. 

 

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